Do banquete petrolífero à crise: Bartolomeu Dias aponta falhas de governação
O empresário Bartolomeu Dias acusou esta quinta-feira o Executivo de manter uma estrutura de despesas considerada “insustentável”, apontando como exemplos a aquisição de viaturas de alta cilindrada e as frequentes viagens oficiais em primeira classe, num contexto de agravamento da dívida pública e de crescentes dificuldades sociais.

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A intervenção ocorreu durante o segundo dia do Angola Economic Forum 2025 (AEF), em Luanda, onde o também presidente do Grupo Bartolomeu Dias foi orador no painel sobre crescimento económico, investimento público e dívida.
Segundo o empresário, depois do fim da guerra civil, em 2002, Angola desperdiçou a oportunidade de diversificar a economia, preferindo uma política de gastos “sem contenção” durante o período de bonança petrolífera. “Estivemos numa festa até 2014. Quando a crise chegou, não havia plano alternativo, acelerámos sem conseguir travar”, afirmou.
Bartolomeu Dias questionou ainda a capacidade de execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2025, considerando que dificilmente atingirá os 30%. Na sua visão, o Governo recorre excessivamente ao endividamento e à carga fiscal sobre empresas já fragilizadas. “Nós pagamos aquilo que tem retorno e aquilo que não tem retorno”, ironizou, criticando a actuação da Administração Geral Tributária (AGT).
O empresário defendeu que a pressão fiscal e o aumento da dívida pública agravam o “sufoco” das micro e pequenas empresas, muitas em risco de encerramento. Para o investidor, a falta de solidariedade com o sector privado e o peso dos impostos resultam de uma gestão voltada para “acomodar vícios”.
Recordando os tumultos registados em finais de Julho, após a paralisação de taxistas, Bartolomeu Dias associou os protestos a um problema social profundo: “O povo está com fome. Não houve agitação, houve necessidade.”
A intervenção foi recebida com aplausos no fórum, que decorre sob o lema “Celebramos a História, Impulsionamos o Futuro da Economia” e que reúne em Luanda mais de 70 personalidades, entre empresários, governantes, académicos e decisores políticos.
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