Samakuva aponta falhas estruturais na economia angolana 50 anos após a independência
O antigo presidente da UNITA, Isaías Samakuva, criticou esta quarta-feira o legado económico colonial de Angola e o percurso do país ao longo dos 50 anos de independência, sublinhando a necessidade de um modelo assente em patriotismo, solidariedade, descentralização e ética republicana.

Registro autoral da fotografia
Num painel do Angola Economic Forum 2025, em Luanda, subordinado ao tema “A economia angolana e a visão dos nacionalistas: um olhar sobre o passado, presente e o futuro”, Samakuva participou por videoconferência, defendendo que a economia colonial foi “estruturada para alimentar Portugal e subdesenvolver Angola e os seus povos”, mantendo-os divididos e privados do controlo das suas riquezas.
Segundo o dirigente político, a independência conquistada em 1975 abriu expectativas de progresso social e desenvolvimento inclusivo, mas o percurso revelou-se “dolorosamente tortuoso”. A longa guerra civil, acrescentou, destruiu infraestruturas, fragmentou a coesão social e consumiu recursos essenciais ao crescimento económico.
Apesar de alguns avanços sustentados pela exploração petrolífera e mineral, Samakuva considera que a economia permanece vulnerável, excessivamente dependente do petróleo e marcada por desigualdades profundas. A corrupção, a má gestão de fundos públicos, a falta de políticas eficazes para o capital humano e a centralização do poder económico são, no seu entender, factores que impediram a concretização das promessas da independência.
“Em certo sentido, a economia regrediu”, afirmou, lembrando que, antes da chegada dos portugueses, o Reino do Congo e regiões vizinhas tinham economias diversificadas. “Cinco décadas depois da descolonização, Angola ainda não conseguiu diversificar a sua economia”, lamentou.
Para inverter o cenário, Samakuva defendeu um diálogo nacional “profundo, maduro e objectivo”, centrado em soluções e não em divisões, conduzido por patriotas comprometidos com o futuro do país.
No mesmo painel, o diplomata e nacionalista Ismael Martins destacou a importância do fórum como espaço para consensos que ajudem a definir caminhos para a economia. Ex-governador do Banco Nacional de Angola, Martins alertou para o peso da dívida pública e para os desvios de fundos, que qualificou como um problema a enfrentar com “coragem e determinação”.
Já o economista e nacionalista Justino Pinto de Andrade defendeu a revisão do modelo económico vigente, que considera “desnacionalizado” e excessivamente controlado por empresários estrangeiros, situação que, no seu entender, coloca em risco o futuro das próximas gerações.
O Angola Economic Forum 2025 decorre até sexta-feira, em Luanda, reunindo políticos, académicos e especialistas para debater os principais desafios do desenvolvimento económico do país.
Notícias que você também pode gostar
A UNITA considerou esta Sexta-feira que a renúncia do presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, aceite na véspera pelo Presidente da República, João Lourenço, é um sinal claro da crise que atravessa o sistema judicial angolano.
Há 4 horas
Dois graves acidentes de viação ocorridos na província de Malanje provocaram, na Quinta-feira, a morte de sete pessoas e ferimentos em mais de 40 passageiros, confirmou o Hospital Geral da província.
Há 4 horas
O Governo angolano vai mobilizar, nos próximos dois anos, um investimento de 500 milhões de dólares destinado à construção e reabilitação de escolas do ensino básico. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a abertura da Conferência Nacional sobre Capital Humano.
Há 4 horas
criminalidade no município do Soyo, província do Zaire, atingiu níveis alarmantes nos últimos meses, com sucessivos assaltos, confrontos entre gangues e ataques à população, sobretudo durante a madrugada. Moradores afirmam viver num ambiente de medo constante e pedem uma resposta firme das autoridades para devolver a segurança à comunidade.
Há 15 horas
O empresário Bartolomeu Dias acusou esta quinta-feira o Executivo de manter uma estrutura de despesas considerada “insustentável”, apontando como exemplos a aquisição de viaturas de alta cilindrada e as frequentes viagens oficiais em primeira classe, num contexto de agravamento da dívida pública e de crescentes dificuldades sociais.
Há 15 horas
A dívida pública angolana está actualmente fixada em cerca de 60 mil milhões de dólares, dos quais 45 mil milhões correspondem a compromissos externos, com um período médio de reembolso estimado em nove anos. Os restantes 15 mil milhões dizem respeito a dívida interna, cuja maturidade ronda os três anos.
Há 15 horas
Cerimónia em Luanda evocou legado político, patriótico e humanista do antigo Presidente da República
Há 15 horas
Mais de 2200 participantes, entre especialistas nacionais, membros da diáspora e representantes estrangeiros, reúnem-se esta Sexta-feira e Sábado na Baía de Luanda para a Conferência Nacional sobre o Capital Humano, iniciativa enquadrada nas celebrações do 50.º aniversário da Independência. O encontro pretende avaliar políticas de formação e valorização de quadros nacionais, colocando o capital humano no centro das estratégias de desenvolvimento do país.
Há 15 horas
A UNITA considerou esta Sexta-feira que a renúncia do presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, aceite na véspera pelo Presidente da República, João Lourenço, é um sinal claro da crise que atravessa o sistema judicial angolano.
Há 4 horas
Dois graves acidentes de viação ocorridos na província de Malanje provocaram, na Quinta-feira, a morte de sete pessoas e ferimentos em mais de 40 passageiros, confirmou o Hospital Geral da província.
Há 4 horas
O Governo angolano vai mobilizar, nos próximos dois anos, um investimento de 500 milhões de dólares destinado à construção e reabilitação de escolas do ensino básico. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a abertura da Conferência Nacional sobre Capital Humano.
Há 4 horas
criminalidade no município do Soyo, província do Zaire, atingiu níveis alarmantes nos últimos meses, com sucessivos assaltos, confrontos entre gangues e ataques à população, sobretudo durante a madrugada. Moradores afirmam viver num ambiente de medo constante e pedem uma resposta firme das autoridades para devolver a segurança à comunidade.
Há 15 horas
O empresário Bartolomeu Dias acusou esta quinta-feira o Executivo de manter uma estrutura de despesas considerada “insustentável”, apontando como exemplos a aquisição de viaturas de alta cilindrada e as frequentes viagens oficiais em primeira classe, num contexto de agravamento da dívida pública e de crescentes dificuldades sociais.
Há 15 horas
A dívida pública angolana está actualmente fixada em cerca de 60 mil milhões de dólares, dos quais 45 mil milhões correspondem a compromissos externos, com um período médio de reembolso estimado em nove anos. Os restantes 15 mil milhões dizem respeito a dívida interna, cuja maturidade ronda os três anos.
Há 15 horas
Cerimónia em Luanda evocou legado político, patriótico e humanista do antigo Presidente da República
Há 15 horas
Mais de 2200 participantes, entre especialistas nacionais, membros da diáspora e representantes estrangeiros, reúnem-se esta Sexta-feira e Sábado na Baía de Luanda para a Conferência Nacional sobre o Capital Humano, iniciativa enquadrada nas celebrações do 50.º aniversário da Independência. O encontro pretende avaliar políticas de formação e valorização de quadros nacionais, colocando o capital humano no centro das estratégias de desenvolvimento do país.
Há 15 horas